Neuromarketing/ Pesquisa Neurocientífica

Tipos de pesquisas neurocientíficas mais comuns

O acesso às informações mais valiosas sobre o comportamento de consumo do ser humano, só têm sido obtidas de forma assertiva no Neuromarketing por meio da Neurociência e suas pesquisas neurocientíficas e biométricas.

Antes de falar dos métodos mais comuns, é importante ressaltar a diferença entre pesquisas neurocientíficas e pesquisas biométricas, pois a maioria das pessoas confunde e chega a pensar muitas vezes, que a pesquisa com o Eye Tracking por exemplo é neurocientífica, porém, é biométrica.

O objetivo da neurociência é estudar o sistema nervoso do cérebro, sendo assim, podemos considerar uma pesquisa como neurocientífica somente quando ela analisa de fato a parte interna do cérebro humano. Já a pesquisa biométrica por sua vez, por mais que queira obter informações do irracional ou instintivo do cérebro é feita por meio de análises periféricas (íris, voz, batimento cardíaco, suor, temperatura corporal, membros do corpo, etc).

Pesquisa-se mais sobre o cérebro humano nos últimos 5 anos do que em toda a existência do homem e seu cérebro com mais de 100 mil anos de idade.

Para se chegar a conclusões como por exemplo, afirmar que o cérebro toma a decisão da ação em até 7 segundos antes que ela efetivamente aconteça no cérebro, é preciso embasamento científico para comprovação dessa informação e isso só é possível devido a união entre neurocientistas e neuro-marketeiros, analisando os dados de pesquisas por meio das respostas cerebrais do indivíduo pesquisado e não mais por pesquisas tradicionais.

Mas quais aparelhos são utilizados? O que eles fazem?

  • EEG ou eletroencefalograma:

Permite estudar o cérebro humano por meio de eletrodos que captam a atividade elétrica cerebral por medidas eletromagnéticas, com isso é possível identificar e analisar quais estímulos ativam determinadas áreas do cérebro responsáveis pelas emoções do seres humanos.

Por meio dessa análise, é possível medir engajamento, valência positiva e negativa. Veja imagem abaixo.

Tipo de Pesquisa: Neurocientífica.

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  • Ressonância Magnética Funcional ou fMRI:

Permite analisar o cérebro em funcionamento, por meio de imagens da anatomia cerebral ou imageamento funcional.

Essa técnica é de alto custo e por esse motivo pouco utilizada. Serve principalmente para verificar aspectos envolvidos ao comportamento de consumo, marketing sensorial, neuropolítica e tomada de decisão. Veja imagem abaixo.

Tipo de Pesquisa: Neurocientífica.

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  • Condutância de Pele, Atividade Eletrodérmica ou Resposta Galvânica da Pele (GSR)

Utiliza de eletrodos que passam uma pequena quantidade de corrente elétrica entre dois pontos na superfície das mãos, que geralmente são nas pontas dos dedos.

É é uma das técnicas mais utilizadas na história da psicofisiologia e também uma das mais antigas para quantificar estados de alta relevância emocional, seja positivo ou negativo.

Tipo de Pesquisa: Biométrica.

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  • Expressões Faciais, Eletromiografia ou Face Reader

É utilizado para detectar a atividade muscular facial através de sensores colocados em determinados locais da superfície da pele (acima dos músculos faciais).

A análise dessa pesquisa tenta compreender as emoções do consumidor (tristeza, alegria, surpresa, nojo, raiva, medo e desprezo) em resposta a determinados estímulos sensoriais (visuais, auditivos ou sinestésicos).

Tipo de Pesquisa: Biométrica.

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Dedicaremos um post inteirinho para falar do nosso “My precious” equipamento de pesquisa biométrica, o Eye Tracking. CLIQUE AQUI e saiba tudo ou quase tudo, sobre ele!

2 thoughts on “Tipos de pesquisas neurocientíficas mais comuns

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