Biologia do Consumo/ Neuromarketing

Somos seres biológicos em busca de prazer

Somos seres biológicos. Somos animais sociais que agem em bando, que precisam estar inseridos e aceitos dentro de um ou mais bandos. É uma questão de sobrevivência. Por essa razão imitamos comportamentos e nos deixamos influenciar muitas vezes pelo comportamento alheio ou do bando, por pura e simples necessidade de aceitação e de sobrevivência.

Também somos seres biológicos movidos por oscilações hormonais e pelo nível de neurotransmissores cerebrais.

Nosso cérebro age milésimos de segundos antes de ter uma consciência daquela ação. Ou seja, a decisão de ação é feita no nível inconsciente que vai de 500 milésimos de segundos a 7 segundos antes da ação efetivamente (há uma grande discussão no meio neurocientífico a cerca do tempo exato em segundos) ser trazida e percebida pelo nível consciente. E você aí achando que decide tudo na sua vida, não?

O ser humano existe com dois objetivos principais, sobrevivência e reprodução. Já o seu cérebro vive em busca de dois itens principais, dor e prazer. O objetivo principal dele é minimizar a dor e maximizar prazer. Por essa razão agimos muitas vezes (ou na maioria) impulsivamente quando sabemos que determinada atitude ou objeto, nos trará prazer imediato e temos a tendência de adiar ações ou conversas que podem nos gerar dor de certa forma.

O prazer é acionado no circuito de recompensa cerebral localizado no núcleo accumbes dentro do sistema límbico (região do cérebro responsável pela emoção) onde esses impulsos cerebrais seguem até o córtex pré-frontal (área do cérebro responsável pela razão). Um dos melhores exemplos de ativação do circuito de recompensa cerebral que podemos citar é o cartão de crédito. Onde a dopamina é liberada no momento da compra e a dor é postergada (para quando chega a fatura de pagamento apenas).

Antes mesmo de uma compra ser realizada, o cérebro é inundado pela dopamina (neurotransmissor responsável pela sensação de prazer) ou seja o processo de compra é iniciado e já sabemos que queremos o produto. A simples expectativa de se ter o produto já aciona a liberação de dopamina no cérebro.

É por essa razão que comprar é tão bom, é por essa razão que algumas pessoas desenvolvem compulsão por compras, pois o cérebro aprende o que é bom e sempre quer retornar para aquela experiência prazerosa de liberação de dopamina. É o mesmo processo que se dá em pessoas viciadas em jogo, em exercício físico ou mesmo num caso extremo, viciados em cocaína.

Um outro exemplo de que o cérebro age antes de nossa percepção é o acúmulo de gordura no organismo e processo da dieta, quando decidimos conscientemente parar de comer, o cérebro como mecanismo de defesa, desacelera nosso metabolismo.

Esse post foi baseado no vídeo “Neuromarketing” do professor Pedro Camargo, porém complementado com o conhecimento adquirido pela Neuronio Web nas pesquisas neurocientíficas aplicadas até o momento, cases de sucesso obtidos por meio dos clientes atuais e estudo aprofundado sob o tema.

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