Curiosidades Cerebrais/ Pesquisa Neurocientífica

Neuroplasticidade e a capacidade do cérebro em evoluir

Em um estudo da Harvard Business Review, foi identificado que o cérebro pode desenvolver qualquer capacidade para obter expertise em determinado assunto, ele precisa apenas de 10.000 horas de treino, ou seja, 8 horas diárias durante aproximadamente 4 anos. Isso acontece independente de sua aptidão para tal e só é possível, por meio da neuroplasticidade.

A neuroplasticidade nada mais é do que a capacidade do nosso cérebro em se moldar ou estabelecer novas conexões neurais em prol de reconstruir possíveis lesões no sistema nervoso central na tentativa de regeneração, recuperação de funções perdidas ou mesmo, na criação de funções similares às originais.

Também conhecida como plasticidade neuronal, a neuroplasticidade é definida pela capacidade em que as sinapses (conexões neurais) modificam sua estrutura e/ou função de acordo com a experiência individual de cada um (experiências vividas), da necessidade em se adaptar diante a novas exigências ambientais ou mesmo, devido a limitações impostas por lesões.

Isso acontece porque o cérebro é dinâmico e se adapta facilmente. Tendo assim, a capacidade de curar até um câncer diagnosticado como “sem cura”. Gosto de citar esse exemplo pois já tive um pai que teve câncer e recebeu dois meses de vida como prazo quando a doença foi diagnosticada e já fazem mais de 20 anos que ele se curou e a ciência, digamos assim, não consegue explicar como.

Nosso cérebro é muito complexo, poderoso e potente. São mais de 86 bilhões de neurônios que podem formar até 100 trilhões de conexões neurais. No entanto, ele trabalha no automático (ou melhor, de forma inconsciente) a maior parte do tempo, pois se fosse racionalizar tudo a sua volta, ele precisaria da energia equivalente a 4 usinas da Itaipu trabalhando simultaneamente, segundo a Universidade de Stanford.

Segundo os neurocientistas, 40% do nosso comportamento diário está relacionado aos hábitos. E no livro “O poder do hábito”, Charles Duhhig explica que qualquer hábito pode ser reprogramado, que para isso você precisa atribuir uma “recompensa cerebral” como ganho em realizar uma atividade que seja difícil ou até mesmo dolorosa. Considera-se um número arbitrário de 21 dias de repetição de uma determinada ação, para que aquilo vire um hábito (e se atrelado à recompensa cerebral, vire um hábito prazeroso ou, menos doloroso). É o tempo que o cérebro precisa para fortalecer essa conexão neural ou mesmo, criar um atalho dela em nosso cérebro para que se torne um hábito automatizado.

Cada nova experiência em nossa vida nos modifica, um curso que você participou, uma disciplina nova que você cursou, um novo livro que você leu, uma conversa sem nenhuma pretensão que você teve com um desconhecido e obteve um novo conhecimento, inclusive, os minutos que você reservou para saber um pouquinho mais desse fantástico e maravilhoso mundo do cérebro lendo essa matéria. Sempre que uma nova experiência é finalizada, você sai dela modificada, VIVA A NEUROPLASTICIDADE!

Agora que você conhece um pouco mais sobre o cérebro e sua aptidão para desenvolver qualquer capacidade, você pode escolher com fé, otimismo e persistência, o que quer fazer, quem quer ser, onde quer chegar e os pensamentos positivos que deseja alimentar dentro de si mesmo para obter qualquer meta ou objetivo, pois não existem sonhos impossíveis, costumo dizer que o que existe é o medo e o medo nada mais é do que falta de fé, seu cérebro se alimenta e se desenvolve com base no que você acredita, pense nisso 😉 .

6 thoughts on “Neuroplasticidade e a capacidade do cérebro em evoluir

  1. Boa tarde!
    Graças a essa neuroplasticidade que pude ver a evolução de minha filha que aos 2 anos de idade teve um AVC hemorrágico e ficou com várias sequelas (perdeu visão, fala e movimentos). Hoje após 1 ano e meio de estímulos ela já recuperou 80% de sua capacidade. Recuperou a visão, os movimentos e já consegue formular pequenas frases (consegue se comunicar tranquilamente). Atribuo essa recuperação a nossa Fé, pois sempre acreditamos na total cura dela.

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