Neuromarketing

Neuromarketing: O quê e Por quê? (Parte 2)

Como vimos no post anterior, partindo do princípio que o cérebro é igual há mais de 100 mil anos, defendo e acredito na teoria do cérebro trino. Teoria antiga que já havia sido defendida por Freud, Maslow, MacLean, Jung, Morin, Steiner, cada qual com sua nomenclatura para as diferentes partes do cérebro.

Há ainda autores que preferem referenciar essas partes do cérebro como “primitive brain”, cérebro primitivo ou cérebro reptiliano, responsável pelas funções vitais, respiração, batimento cardíaco, digestão e pressão sanguínea; “old brain” ou “middle brain”, sistema límbico responsável pelo processamento das emoções, amígdalas, botão de pânico, enviam sinais para os 4 lobos cerebrais (frontal, temporal, occipital e parietal) e; “new brain”, conhecido como novo cérebro ou neocortex, responsável pela razão, pensamento cognitivo, comanda os 4 lobos condutores do cérebro sincronizando sua atividade mediante os sinais recebidos do sistema límbico).

De forma resumida,  a teoria do cérebro trino consiste em um cérebro racional (neocortex), um cérebro emocional (sistema límbico) e um cérebro irracional (reptiliano). Sendo os dois últimos responsáveis por 85% a 95% da tomada de nossas ações no âmbito não consciente.

Alguns neurocientistas defendem ainda que um consumidor gosta ou não do seu produto ou marca (mais uma do cérebro, ele é dicotômico, sim ou não, 0 ou 1, gosta ou não gosta) e opta por comprá-lo ou não em até 5 segundos em que é submetido ou exposto a ele. Assim como existem inúmeras pesquisas que comprovam que a ação de escolha é tomada no cérebro entre 5 a 7 segundos antes do indivíduo efetivamente tomar determinada ação. Isso justifica o porque muitas vezes gostamos de algo sem saber explicar o porque, ou da mesma forma que às vezes simplesmente não gostamos de algo ou de alguém sem ter uma razão concreta ou racional do porque daquela empatia ou falta dela.

Por todos esses conceitos citados nessa matéria, fica nítido o quão importante é o uso do neuromarketing na comunicação, propaganda de um produto ou serviço, anúncio, embalagem, logo ou mesmo concepção de um site ou projeto on-line.

Não basta ser conhecedor do marketing tradicional e executá-lo de forma bem feita, é necessário entender como o cérebro funciona para que seu objetivo comercial ou de marketing seja atingido de forma explêndida. A partir de então, lucro e fidelização dos clientes serão uma mera consequência.

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