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Neurocomportamento: o quão difícil é mudar nosso comportamento e porquê?

E se antes mesmo de iniciarmos no assunto de neurocomportamento com várias dicas e informações relevantes sobre o nosso cérebro e como ele se comporta, você fizesse uma pausa e se compretesse com uma pequena mudança na sua vida?

Ótimo! Se você continuou lendo este texto, vou considerar isso como um SIM 🙂

Afinal de contas seu tempo é muito mais valioso e aproveitado quando você se compromete em colocar em ação (e não somente, obter o conhecimento sem utilizá-lo) algo que aprendeu e que pode gerar algum tipo de benefício para você, seja a curto ou a longo prazo.

Então vamos lá! Porque é que é tão difícil mudar qualquer coisa em nossa vida?

Primeiro você precisa entender que o cérebro tem 3% de massa corporal e consome 20% da nossa energia corporal diariamente. Ou seja, ele consome muita energia e para sua própria sobrevivência, tudo o que ele puder fazer para economizar energia, ele vai fazer.

Vale ainda ressaltar que 85 a 95% das nossas decisões acontecem de forma inconsciente, ou seja, não ficamos racionalizando sobre cada decisão que vamos tomar (muitas vezes racionalizamos com o objetivo de apenas justificá-la para evitar sentimendo de culpa ou arrependimento), até porque tomamos diariamente cerca de 30.000 decisões (uma decisão a cada dois segundos), então gastar mais do que 20% de energia não é escolha agradável ao cérebro.

Outro ponto muito importante para respondermos a pergunta ali de cima sem se prolongar demais é que, 40% do que fazemos diariamente são hábitos (denovo o cérebro tentando poupar esforço). Mas a notícia boa é que eles não são inevitáveis, podem ser ignorados, alterados ou substituídos.

Respondendo a pergunta, a questão está unicamente em que nosso cérebro não sabe a diferença entre hábitos bons e hábitos ruins, ele acaba sempre priorizando sua sobrevivência (poupar energia para sobreviver) ou buscando alcançar o objetivo de que seus genes perdurem no universo (reprodução). Em ambas situações ele se comportará seguindo o seguinte padrão: prazer imediato e dor futura.

Nossa rotina diária acontece por hábito. Nossos hábitos acontecem por economia de energia e busca de prazer (fuga da dor e busca por recompensa). Não tem almoço grátis.

Ações que nos permitem mudar nossos hábitos e comportamentos automáticos requerem DISCIPLINA e disciplina só se obtem com foco, persistência, repetição e reprogramação de significados no seu cérebro. Mas existem algumas táticas que podem nos ajudar de forma “menos” difícil, basta seguir as três dicas fornecidas pela coach e palestrante Juliana Paes Garcia:

  1. A primeira e mais importante delas, é conhecer teu propósito inabalável. Quando você sabe o que te move, nada consegue te tirar do foco do que precisa ser feito. Faça algumas perguntas para si mesmo quando se deparar diante de uma atividade que você não quer fazer de jeito nenhum (e tende a procrastinar até o prazo limite dela) para resignifica-la e atrelar sua importancia ao seu propósito inabalável: Porque é importante que isso seja feito? Qual é o benefício que eu tenho com isso? O que está sendo nutrido ou garantido com isso?
  2. Entenda seus padrões de autossabotagem. Perfeccionismo, iniciar várias atividades e projetos e não concluir nenhum deles, não se julgar pronto ou capaz são apenas alguns dos exemplos. Nada melhor que autoconhecimento para se conhecer e ir além do que te limita.
  3. Cuidar dos vilões de desperdício de atenção e tempo. Aquela espiadinha a cada momento nas redes sociais é simplesmente o seu cérebro em busca de economizar energia (com as tarefas chatas ou não, que você precisa concluir) e liberar dopamina (neurotransmissor que inunda o seu sistema de recompensa no cérebro de prazer e essa sensação gostosa dura 10 minutos). Saiba que ser grato (gratidão) e completar sua lista de tarefas no final do dia também são ações que te permitem liberar a dopamina e não te tiram do foco.

Antes mesmo de pensar em otimizar o seu tempo ou melhor sua produtividade, as 3 dicas listadas acima são fundamentais e fáceis de ser aplicadas. Agora se você já faz tudo isso e quer uma dica sobre produtividade (e que também pode ser aplicada na criação de um hábito ou obtenção de disciplina) use a técnica pomodoro, onde a cada 25 minutos de trabalho você pausa 5 minutos adicionais, isso nos primeiros 4 ciclos de trabalho, a pausa passa a ser de 30 minutos. Durante esses ciclos de 25 minutos é recomendado que você desligue/silencie celular, desative alarmes e notificações que podem te tirar o foco.

Nós perdemos o foco facilmente, basta nos depararmos com um problema ou uma tarefa difícil e custosa que repentinamente temos a brilhante ideia de dar aquela olhadinha no Instagram, depois no Facebook, depois no LinkedIn, depois no WhatsApp, depois fazemos um 5S na Caixa de Entrada ou mesmo na mesa do escritório (novamente o cérebro fugindo de uma atividade que demanda esforço cognitivo que, consequentemente demanda gasto energético, nos levando para a área de lazer cheia de pessoas felizes e bem sucedidas postando as suas vidas perfeitas em 100% do tempo). That is not how life works babe!

E aí quer compartilhar com a gente o que quer mudar na sua vida? Escreva nos comentários, vamos adorar saber e participar (de certa forma) dessa mudança ou melhoria que quer aplicar em sua vida 🙂

Se você gostou dessas dicas saiba que têm muito mais de onde vieram essas aí. Nos dias 02 e 03/02 acontecerá em Curitiba (na sede do Centro Europeu – Shopping Crystal) o workshop de Neurocomportamento. Será uma oporunitade única para aprender a dominar o seu cérebro (na teoria e na prática) e te auxiliar a chegar ao fim do ano com aquela sensação de dever cumprido, de férias merecidas e principalmente, de metas atingidas.

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