Neuromarketing

A relação do olfato com o cérebro emocional

Se você é um leitor frequente desse blog provavelmente já deve ter lido em algum outro post que o cérebro é 70% visual. Essa é uma característica tão marcante que uma poluição visual, seja graficamente, por muita informação ou mesmo muitas imagens juntas sendo exibidas ao mesmo tempo, fazem com que nosso cérebro, a caráter de proteção, ignore toda aquela informação em excesso como forma de proteção (e ainda tem gente que faz e-mail marketing ou anúncios querendo vender todos os produtos da empresa de uma só vez, socorro!).

Quando nos referimos ao olfato, ele representa apenas 1% do nosso cérebro. E então porque é que ele é tão importante?

O olfato é nosso sentido mais lento quando consideramos o tempo que leva para chegar até nós ou o tempo que levamos para sentir esse estímulo, pois não trafega na velocidade do som ou da luz, depende exclusivamente das mensagens carregadas pelo ar e está diretamente ligado ao saber do que experimentamos. No entanto, é o mais rápido se considerarmos que é assimilado diretamente pelo córtex olfativo que está envolvido com o sistema límbico (cérebro emocional). Vale ressaltar também a importância do olfato ao paladar, basta comer algo com o nariz tampado e verificar se o gosto é o mesmo de quando se está respirando normalmente.

Temos cerca de 10.000 memórias olfativas, mesmo que não consigamos lembrar de todas elas, no momento que um aroma ou cheiro é armazenado em nosso cérebro, ele permanece lá para todo o sempre. Além disso, quando inspiramos um cheiro, o cérebro ativa o sistema límbico e a amígdala, onde nascem e são registradas as emoções, sejam elas boas ou ruins o que faz com que um cheiro esteja relacionado a uma emoção.

Por essa razão você não esquece do cheiro de feijão que sua avó cozinhava, da bolachinha que sua tia fazia ou do perfume daquele namorado (ou namorada) que ficou no passado, mas que às vezes te recorda simplesmente pelo cheiro.

Percebendo o quão importante é o olfato para a lembrança e memorização de marca, muitas empresas têm se especializado em Marketing Olfativo ou demandado cheiros exclusivos para sua marca ou linha de produtos.

Kopenhagen, O Boticário, M. Martan, Mr. Pretzel, Farm, são algumas das lojas que já possuem seu próprio cheiro e até mesmo a Neuronio Web, em parceria com a empresa paulista Olyra Marketing Olfativo, passará a ter um cheiro próprio em suas palestras (os participantes dos workshops e palestras que acontecerão a partir de Abril/2016, terão o privilégio de sentir de perto essa nova tendência que pretende revolucionar cada vez mais a venda para o cérebro inconsciente).

Num futuro não muito distante outras áreas irão abrir os olhos para essa vantagem competitiva, mercados passarão a embutir o cheiro de frango assado próximo aos frangos pálidos e crus dispostos no refrigerador, as lojas de limpeza entenderão que o cheiro de produto de limpeza gera no cliente a vontade de limpar e a vontade de levar produtos de limpeza para casa, os vendedores de imóveis entenderão que móveis fedendo a mofo é o resultado de vendas não realizadas e possivelmente passarão a perfumar suas unidades com lavanda, os consultórios médicos usarão cheiros relaxantes e tranquilizantes e os cafés ou Coffee Shops entenderão que 60% da experiência de tomar um café está no aroma e ambiente no qual ele está sendo servido.

Sorte daqueles que usufruírem dos benefícios aromáticos do Neuromarketing antes que seus concorrentes 😉

3 thoughts on “A relação do olfato com o cérebro emocional

  1. Na verdade acho que no futuro seremos seres mais ambientais e até a cura para doenças se darão por meio da aromaterapia. Faço uso e já tenho tido experiências muito felizes com ela . Talvez seja uma boa proposta de tema para ser explorado.

    • Olá Kleyde, tudo bem? Também acredito nos tratamentos naturais pois passamos a maior parte da nossa existência nas savanas, somos seres ambientais e até já existe uma área nova que chama Biofilia no Marketing e Arquitetura. Não domino o tema de aromaterapia mas vou pedir que uma amiga que já produziu conteúdo para a Neuronio Web que é especialista no assunto, Andreza Árias Agibert, compartilhe algumas informações para esse tema. Muito obrigada por sua contribuição 🙂

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