Biologia do Consumo/ Neuromarketing

5 Dicas para driblar seu cérebro consumista e o prazer compulsivo das compras

Se você é novo por aqui, talvez ainda não sabia como funciona o processo químico que acontece em nosso cérebro toda vez que fazemos uma compra (ou no simples fato da expectativa da compra, de nos dirigirmos até a loja para comprar determinado produto).

Esse processo libera um neurotransmissor chamado dopamina que inunda o sistema de recompensa cerebral de prazer, bem-estar ou motivação, ou seja, aqueles segundos de prazer logo após a compra (e antes da culpa).

Nesse post abrimos os olhos dos nossos queridos leitores, para as desculpas que contamos para nós mesmos como forma de racionalizar uma ação que é na verdade totalmente irracional, procurarmos formas e razões para tornar lógico, entendível e assim, desculpável, uma atitude irracional e provavelmente, desnecessária, o consumismo.

No entanto, o intuito aqui não é critica-lo ou apontar o dedo e sim, abrir os seus olhos (ativar seu cérebro racional) para que entenda o que te afeta e consiga coibir essa ação se ela for desenfreada.

Comprar todo mundo compra, é um ato social com foco na sobrevivência do ser humano. 

Porém com as dicas a seguir, você aprenderá a driblar seu cérebro consumista, sem precisar partir do princípio “é oito ou oitenta” (compra tudo ou não compra nada) e abstê-lo do prazer das compras, dando a ele “pequenas pílulas” de prazer veja como:

1 – Evite levar sua família para comer ao shopping e fazer disso um hábito (ou desculpa) para as compras. Vá ao shopping, mas se exercite a se dirigir a praça de alimentação e sair de lá sem passar em nenhuma “lojinha”. Se o seu autocontrole não permitir, opte por um restaurante fora do shopping para não ter erro.

2 – Tenha sempre no celular aplicativos para comparação de preço. Use-o sem moderação. Aquele produto e aquela oferta não são as últimas do planeta e você sobreviverá SIM sem elas. As lojas costumam utilizar da técnica de escassez para ativar em você seu lado impulsivo (irracional) para tentar uma venda imediata.

3 – Se mesmo pesquisando você percebeu que o produto está com um preço imperdível e você precisa MUITO dele. Espere até o dia seguinte. Se a vontade de obtê-lo ainda persistir, permita-se pequenos agrados (seu cérebro vai liberar a mesma quantidade de dopamina se você comprar uma bijuteria ou um anel da Tiffany, então não se iluda e não use o “mais caro” como autoindulgência).

4 – Se você decidiu sair para as compras, leve sempre uma quantidade limitada de dinheiro, suficiente para o que precisa comprar, você pode conseguir um desconto na loja pagando à vista e não corre o risco de levar uma série de coisas que não precisa só porque a loja parcela em 10 vezes sem juros. Aliás, o cartão de crédito é uma invenção nem um pouco amiga dos seres gastadores compulsivos, pois ele inibe a ação da ínsula em nosso cérebro (que se ativa com experiências relacionadas a dor). Somos seres que buscam sempre maximizar o prazer e minimizar a dor. Então a dor do cartão de crédito nesse caso, só chegará junto com a fatura.

5 – Se você tem um filho ou uma filha adolescente e já tentou adquirir todos os produtos legais do universo para que ele apareça com um sorriso no rosto ou menos revoltado com a vida, saiba que nessa fase da vida o cérebro do adolescente está finalizando sua formação e há pouca produção de dopamina e endorfina. Então estimule-o com atividades diferentes: visitar uma cachoeira, fazer um rapel, um piquenique num lugar legal ou alguma atividade fora da sua rotina diária, podem resolver.

Lembre-se, você não precisa de objetos caros, carro 0km, roupas de grife para se sentir feliz e provar o seu valor como pessoa, essa liberação de dopamina ilusória por meio das compras gera vício como cocaína, jogos de azar, ou esportes praticados compulsivamente. Desapegue! Viva experiências e não objetos 😉

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